5/04/2010

A filha da vizinha é melhor do que a minha

O maior azar da vida de um homem com uma forte componente de taradice não é ser apanhado a trair, a roubar, a mentir ou a roubar enquanto trai (deve haver alguém que o faça). O maior azar da vida de um homem com uma forte componente de taradice é ser pai… de uma menina.

De um momento para o outro, o homem que era franco consumidor, passa para produtor num abrir e fechar de olhos. Não há nada que me meta mais medo do que vir a ser pai de uma menina. Primeiro porque isso pressupõe que uma mulher teve coragem para ter sexo comigo e depois porque o terror pode começar logo na primeira ecografia. Tive um amigo que viveu tal momento.

No dia em que soube o sexo da criança olhou para aquele ecrã e aquilo que lhe parecia ser os grandes tomates eram, na verdade, os grandes lábios. E isso estabelece logo o ponto de partida. A primeira imagem que o homem viu da filha foi a vagina o que deixa adivinhar o que aí vem nos próximos 18 anos.

O problema é que quando se sabe que é um rapaz toda a família pode exclamar orgulhosamente: “olha… que grande pila que ele tem! Sim, senhor! Belos tomatitos da criança! Viril!”. Nunca vi ninguém com uma miúda dizer: “chiça que granda con* que a rapariga tem!” O pior é se há algum amigo que exclama: “olha sai à mãe!”.

Como se não bastasse há um conjunto de aspectos inerentes à criação de uma fêmea. Como acontece com qualquer criança, se for pai de uma miúda vou ter que lhe dar banho e lavar as suas partes intímas. Se fosse um rapaz saberia como fazer, agora a uma rapariga?! A única coisa que um homem sabe fazer está muito longe de ser “o lavar”. Depois sei lá se o sorriso e o gugu dádá que a criança faz é normal ou de felicidade? É que esses são os sons que a minha mulher faz quando estamos em momentos intímos e não quero estar a dar tais sensações a uma miúda que acaba de nascer.

4/01/2010

As mulheres são ums badalhocas (parte II)

Na actualidade, os relatos de mulheres ordinárias chegam-me quase diariamente. Histórias de arrepiar contadas muitas vezes pelas próprias em momentos de alguma embriaguez ou assim espero. Mulheres que dizem que gostavam de fazer isto com aquele e de meter a do outro não sei onde e cuspir para a boca de não sei quem. Curiosamente, estas são, muitas vezes, as mesmas que exclamam um “ordinário” quando ouvem na rua um “ò boa!”, quando na verdade um “ò boa” não contém nem um décimo da badalhoquice que ela pensou quando antes esteve no banco e se pôs a imaginar o que faria com o bancário e uma máquina de contar notas no meio das pernas.

O problema é que muitos homens não estão preparados para esta realidade, tal como eu não o estava em 1998. Por isso, quando chegam à cama e em vez de ouvirem a mulher dizer “faz amor comigo” ouvem “fod#-me meu granda cabrão, rebenta-me toda, quero meter o candeeiro na co$% enquanto cantas o hino” obviamente que aquele homem vai perder a noção espaço-temporal e achar que viajou para Nárnia ou qualquer outro mundo encantado.

É o chamado síndrome de princesa que nos leva a pensar que daquela mente não sai nada de impuro igual à mente badalhoca do homem, quando no fundo somos todos iguais. Uns gostam de dizer umas ordinarices ou filmar, outros de meter manteiga de amendoim e cães e há quem simplesmente aprecie a posição de missionário sosssegaditos… mas vestidos de padre e freira.
Por exemplo, a minha mulher gosta de tudo à bruta. Que me dispa à bruta, que abra a cama à bruta só não gosta que logo a seguir adormeça à bruta.

3/27/2010

As mulheres são umas badalhocas

As mulheres são umas badalhocas. Não se trata de uma questão, de uma hipótese nem tanto uma provocação. Não se pode comprovar como facto adquirido porque nem todos os homens conhecem todas as mulheres, mas a verdade é que na hora do sexo, das imagens mentais, dos desejos e das provocações as mulheres são tão ou mais taradas que os homens. Há uma simples diferença, os homens têm a pila ao pé da boca, não no sentido literal (embora alguns gostem), mas pelo facto de que a maior parte diz aquilo que quer fazer e fazia com esta ou com aquela, enquanto as mulheres simplesmente pensam nisso.


Claro que nem todas as mulheres são badalhocas, nem todos os homens são tarados, mas às vezes há limites que se ultrapassam e há surpresas, sobretudo, como a que me aconteceu em 1998. Em pleno areal de uma praia alentejana, passeava com mais um amigo e duas amigas de verão junto ao mar. Típico cenário romantesco com quatro adolescentes bonitos excepto um franzino de 1,90m, carregado de acne e que mais tarde viria a escrever para a Maxmen. Apesar de nos passar pela cabeça constantemente que aquelas gajas eram boas e que as queriamos comer, mantivemos o nível de apaixonados, olhando o mar, esperando o pôr-do-sol. Foi quando um de nós comentou, “estas algas deixam aqui um cheiro esquisito” e uma delas responde com uma simplicidade assustadora: “é o cheiro da esporra que sai da minha co#$!”.


De repente, a imagem mental de estar a beijar aquela gaja à noite na discoteca ao som de Cramberries, transformou-se num cenário dantesco onde estava a ser sodomizado violentamente pelo diabo que me chicoteava com as tais algas. Todo o encanto que tinha por aquela miúda desapareceu, até porque na altura na adolescência os rapazes pensam que só eles são os ordinários. Claro que se soubesse o que sei hoje, os meus olhos teriam brilhado de amor por tal exclamação romântica e que evidencia que aquela rapariga gosta claramente de engolir e provavelmente ser filmada a fazê-lo. (continua... se quiserem)

3/22/2010

Na ementa

Ora os próximos espectáculos onde entra o Raminhos (e provavelmente Carlos Moura e Pedro Ribeiro) são:

24/3– Auditório Nobre da E. Superior de Ciências Empresariais – Setúbal - 22h30
31/3– Auditório Municipal - Vendas Novas – 21:30
29/4 – Cine-Teatro Castro Verde
18 e 19 de Maio – Cinema São Jorge – Lisboa – 22:00

Entretanto ainda pode surgir aí algo pelo meio.

3/15/2010

3/05/2010

Ídolos?!

Uma brincadeira feita aqui pelo Raminhos que gosta muito das figuras que estes gajos fazem.

2/25/2010

Do Pequeno dicionário da pornografia Vol. III, parte 2

No entanto, existem outras maneiras muito divertidas de ver pela última vez uma mulher. Duas dessas formas são o Cilindro de Cleveland e o Virode. Comecemos pelo Cilindro de Cleveland, que pode ser obviamente adaptado a qualquer outra localidade sendo a minha preferida o Cilindro de Fornos de Algodres.

Para os mais distraídos, o cilindro é aquela máquina que compressa, por exemplo, o alcatrão de uma estrada. Do ponto de vista sexual, também compressa mas não é o alcatrão. Curto e grosso, o Cilindro de Cleveland passa por defecar no peito do companheiro/a e, antes que este tenha sequer hipóteses de desistir da ideia, sentar-se em cima do peito e deslizar como um rolo compressor. Sim, o Cilindro de Cleveland existe mesmo e, por estas e por outras, a partir de agora, desconfie sempre que o seu companheiro disser que quer brincar aos homens das obras.

Já o Virode é algo bem mais agradável e exclusivamente aplicado por homens. Se já alguma vez se veio e se já alguma vez viu um bigode então está habilitado a experimentar um Virode. Esta é uma técnica que passa por, na altura da ejaculação, o homem fazer pontaria para o lábio superior da sua companheira criando assim um simpático bigode. Resumindo, é aquilo que muita gente já fez a beber um copo de leite… ou pelos dizia que era leite. Se há uns que só conseguem imitar o Hitler, outros metem o Artur Jorge a um canto. Que diacho! Entusiasmam-se e vão logo para o Pai Natal completo.

O reino animal, no seu todo, é uma forte componente no mundo pornográfico e a prová-lo está a tartaruga de três olhos. Qual documentário do National Geographic, a tartaruga de três olhos não está em vias de extinção nem escondida no meio dos arbustos. Para aplicar esta fantástica técnica basta, enquanto está na cama com a sua companheira, tapar-lhe todos os oríficios. Como? Ora bem, o polegar no anús, os dedos na vagina, o pénis na boca e voilá. É importante que não se engane e não tape, por exemplo, o nariz em vez da vagina, que é fantástica mas ainda não tem ligação directa aos pulmões. Depois deste terceio volume, se for um artista a sério, nesse mesmo momento consegue ainda aplicar o Virode, vestir a roupa de homens das obras e apanhar o Cilindro de Fornos de Algodres a tempo de ir jantar ao Y.