Tenho-me desleixado um pouco com o blogue porque isto não há tempo para nada! Mas pronto vou voltar com mais frequência e para abrir o apetite (ou não) aqui fica uma pequena dissertação escatológica, mas que ainda assim parece-me pertinente.
Porque é os homens utilizam as casas de banho públicas. Admiro muito o Papa, admiro o Gandhi, admiro os homens que fizeram o 25 de Abril, mas admiro ainda mais quem tem coragem para, por exemplo, cagar numa casa de banho pública. Primeiro vamos a uma análise fria. Entrar numa casa-de-banho pública masculina é quase como entrar num filme sobre o fim do mundo ou uma guerra biológica onde toda a gente tem de andar de fato de protecção química.
Geralmente composta por três urinóis e quatro “defecatórios”, a casa-de-banho pública masculina guarda os vestígios de ADN dos homens que por ali passaram nos últimos 25 anos, provavelmente dia em que foi limpa pela última vez. Por muito incrível que pareça, existem ainda vários homens que vão à casa-de-banho e a seguir não lavam as mãos usando o maravilhoso argumento de: “para quê? Eu não mijei para as mãos?”
Exacto, mas pelo cheiro que emana nestes locais públicos dá a sensação que não só não mijaram para as mãos como também não mijarem para os urinóis. Fica a ideia de que se limitam a entrar e a urinar feitos malucos para as paredes como que a marcar território, como se alguém entrasse para logo depois: dizer “olha, já cá esteve o meu tio”. Cheguei a ver um homem bem vestido entrar na casa-de-banho, urinar e quando vai sair, sem lavar as mãos, volta para trás. O que me levou a pensar “sim senhor, afinal ia distraído” e realmente ia distraído porque se tinha esquecido de pentear os seus longos cabelos brilhantinados.